Mais uma vez o Grande Prémio do
Mónaco fez jus à sua fama de prova
imprevisível. Mais do que isso, a corrida deste ano foi uma
completa loucura, plena de chuva e acidentes. No fim, o triunfo de
Lewis Hamilton até soa a normalidade, pese embora o
inglês da McLaren não fosse apontado como o mais
provável vencedor.
Na realidade, o piloto de Tewin deve muito do seu
êxito à estratégia, embora - tenho de ser justo
- também o deva à rapidez, dadas as vezes em que foi
batendo o recorde de volta...E, como é normal no Principado,
tem de agradecer à sorte de, na única vez que cometeu
um erro, ele não lhe ter saído caro, porque atenuado
pela primeira entrada em pista do Safety Car.
O falhanço da Ferrari também
concorreu para o êxito de Hamilton, e a liderança
deste no campeonato, pois quando tudo parecia correr sobre carris
para Felipe Massa sair de Monte Carlo com mais uma vitória,
o brasileiro errou, embora não na mesma
proporção que o seu companheiro de equipa
De facto, se há alguém que ficou
muito mal na fotografia na prova monegasca, ele foi Kimi Raikkonen.
Se de início pagou com um drive through um erro da
Ferrari - que trocou pneus na pré-grelha quando não
devia - depois os erros que cometeu foram responsáveis pelo
atraso irremdiável e, pior do que isso, o abandono de Adrian
Sutil.
O alemão da Force India foi, sem
dúvida, a grande surpresa da corrida. Com o monolugar menos
competitivo do pelotão, Sutil conseguiu fazer uma prova
inteligente e, a dez minutos do fim estava prestes a marcar os seus
primeiros pontos quando o Ferrari de Raikkonen entrou pela traseira
do seu carro. O jovem germânico merecia melhor
sorte.
Para Robert Kubica ainda não foi a
primeira vitória, mas ficou lá perto. O polaco voltou
a mostrar as suas capacidades, ainda que a BMW não tenha
obtido o resultado de conjunto que se esperava, face à prova
errante de Nick Heidfeld.
Mark Webber e Sebastien Vettel acabam por ser
dois pilotos no sítio certo na altura certa, sobretudo o
alemão da Toro Rosso, que deve à estratégia o
facto de ter conseguido terminar à frente de Rubens
Barrichello. Finalmente o brasileiro da Honda pontuou, e
fê-lo suplantando largamente o seu companheiro de equipa,
verdadeiramente apagado durante toda a corrida.
Notas negativas ainda para a Renault e para a
Toyota, com Fernando Alonso a cometer uma série de erros
só superados pela inexperiência de Nelsinho Piquet,
contrariamente a Jarno Trulli, traído por uma má
estratégia.
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