Há muito que a Fórmula 1 é palco de um culto da personalidade, e não raras vezes que os donos das equipas usam a imagem das mesmas para se afirmarem na disciplina. Isto a propósito da recente guerra de palavras entre Tony Teixeira, o responsável pelo Campeonato A1 Grand Prix e Vijay Mallya, o patrão da Force India.
É certo que foi o luso-sul africano a iniciar a troca de acusações, ao dizer que a formação de Silverstone não promovia a Índia, pois não tinha pilotos indianos nem seria capaz de ganhar grandes prémios no espaço de cinco anos, ao invés do A1 GP, onde a Índia até já ganha (com Narain Karthikeyan).
Obviamente que Mallya não deixou Teixeira sem resposta, dizendo que o sul-africano comparou duas disciplinas incomparáveis, e que a F1 não se compadece com patriotismos bacocos e a Force India não foi criada para promover a mediocridade de jovens pilotos aspirantes à Fórmula 1.
É claro que, de parte a parte, há um grande exagero, mas uma coisa parece certa, é que Tony Teixeira está numa de dar conselhos a alguém que adquiriu uma escuderia de F1, coisa que ele tentou sem sucesso. E Mallya diz que não promove a mediocridade mas admitiu ter um plano para, no futuro, aproveitar jovens pilotos indianos provenientes do karting e da GP2 para a sua equipa.
Não restam dúvidas que estamos perante um choque de personalidades…






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